Comportamento no Facebook: como é possível influenciar a vida pessoal e profissional

Dados sobre as atitudes dos usuários se confrontam para mostrar como é a vida de quem se mantém conectado à rede através do comportamento no Facebook

Recentemente uma teoria chamou a atenção da sociedade que faz do Facebook a sua principal rede social onde se conecta com os amigos – o “guru” da tecnologia, Shelly Palmer, afirmou que quem tem mais de 200 amigos na rede traz uma má impressão pessoal e profissional, pois o restante dos usuários adicionados é excesso – e esse fenômeno faz parte da evolução da rede e das pessoas que a utiliza. Para complementar essa observação do consultor, diversas pesquisas já apontaram que a vida no Facebook é ilusória: grande parte dos usuários não possui contato com todos os adicionados e ainda não expõe a sua vulnerabilidade na web, e sim, um estereótipo de uma vida perfeita.

Mais um fator analisado por psicólogos foi que os usuários do Facebook se dividem em dois grupos – aqueles que procuram não se expor demais e aqueles que utilizam como uma ferramenta que “maqueia” sua realidade, transformando-a em um sonho. Este último grupo correspondem àquelas pessoas que se expõem com a melhor foto para mostrar a perfeição, frases que deixam sua auto-estima elevada ao se colocar em um parâmetro semelhante ou até mesmo fazem muitos posts diários para receberem várias mensagens e serem vistas.

Esse desejo de aparecer para a sua grande rede de amigos tende a ser momentâneo, o que revela que o narcisismo virtual se contempla em um grande número de usuários brasileiros. As postagens que se contrapõem à realidade não tão bela são alvos de críticas e falta de bom senso, por isso, o Facebook não vem sendo utilizado para atitudes que exigem muitas habilidades técnicas e conhecimento – e mais como uma rede de entretenimento dos amigos.

Outro estuda que avalia o comportamento dos internautas em relação ao uso do Facebook foi realizada pela Universidade de West Illinois, nos Estados Unidos, que chegou a dizer que quem tem muitos amigos na rede é sinal de narcisismo. A pesquisa foi uma amostragem com pessoas que postavam frequentemente em sua timeline com o intuito de receber diversos feedbacks positivos sobre si mesmo para unicamente se sentirem bem, e tinham chances de garantir que a rede do Facebook fizesse este papel.

Além disso, outro comportamento para quem busca chamar atenção na rede é o ato de se marcar em diversas fotos. Elas aparecerão na página inicial de seus amigos e eles poderão comentar em suas imagens, tornando-se um ciclo vicioso, às vezes sem que outros usuários consigam aguentar tanta postagem.

Mesmo assim, essa parcela de usuários gosta (e com razão) de elogios e muitas “curtidas” em seus posts, mas o importante é entender a questão do seu próprio limite para não entrar em um mundo tão fantasioso. Há quem ache que o consultor Palmer também está equivocado em sua teoria e que pode se comunicar com muito mais gente em sua rede sem parecer narcisismo.

A questão da realidade nas redes sociais

Embora o consultor tenha argumentado de forma clara e precisa, nem todas as pesquisas apontam a exatidão em sua teoria. Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, constatou que o Facebook está diretamente ligado à vida real e social do usuário: se é popular na sociedade, terá muitos amigos na rede social; porém se ela é tímida, postará menos e terá menos vontade de se autopromover na web.

E as curiosidades da pesquisa não param por aí. Foi constatado que as raças são fatores determinantes de comunicação nas redes sociais – as pessoas costumam se comunicar mais com outros da mesma cor, com exceção dos negros que diversificam as raças nas quais mais se relacionam no Facebook. Mais um dado curioso é que o fator cultural do usuário está ligado diretamente à sua popularidade: um fã de rock é muito mais popular que um apreciador de música erudita, o que aponta que o usuário que mais se familiariza com os gostos culturais das pessoas que estão em sua rede de amigos nas quais mais conseguem se comunicar e se familiarizar.

Para quem não gosta de muita exposição

Se você cultiva amigos que considera próximos e verdadeiros, prefere se reservar a postar todo o momento no Facebook e não quer ficar com uma imagem negativa perante seus conhecidos que já estão adicionados em sua página, você pode realizar uma filtragem para que somente os mais próximos fiquem nela. Com isso, uma sugestão é a postagem de informações que só quem curtir os status poderão ficar devido à proximidade, e assim assimilar quem realmente se importa com você.

Outra dica é avaliar quem deveria ou não ver suas atualizações – para uma resposta negativa, neste caso, não é aconselhável manter essa pessoa em sua rede de amizades. Basta fazer a pergunta: se eu não quero ser visto pela pessoa, por que a tenho adicionada em minha rede de amigos? – essa questão é chave para resolver quem deve ficar ou não em seu Facebook. Para os que não querem virar motivo de comentário na rede social ou não querem levantar polêmicas por estar selecionando os amigos, há outra opção, como abrir um segundo perfil e transportar aos poucos somente os mais próximos, ou seja, “enxugando” pessoas da conta anterior para a nova.

Um comportamento no Facebook se baseia muito no que os outros usuários postam em suas respectivas linhas do tempo, transformando-se em um movimento cíclico de informações – muitas vezes não tão relevantes para o dia-a-dia das pessoas – e por isso se deve pensar muito bem antes de encher a sua página com pessoas desconhecidas ou muitas informações desinteressantes ou polêmicas.

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